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INTRODUÇÃO:
Yansã é orixá de
um rio, conhecido como níger, (original yorubá= oyá).
Orixá dos ventos,
raios e tempestades, também guerreira. Ágil e agitada como o próprio
vento. Extrovertida e sensual como poucas. Senhora absoluta dos egúns,
além de esposa predileta de xangô, divide com ele o domínio sobre
as tempestades. Destemida, justiceira e guerreira, não teme a nada.
LENDA:
Antes de tornar
esposa de xangô, oyá tinha vivido com ogum. Encantada com a beleza
de xangô, oyá decidiu abandonar ogum e fugir com seu amante. Ogum
enfurecido, resolveu enfrentar o seu rival. Mas este último foi á
procura de olodumaré, o deus supremo, para lhe confessar que havia
ofendido a ogum. Olodumaré, interveio junto ao amante traído e
recomendou-lhe que perdoasse a ofensa, dizendo você é mais velho que
xangô, devem reservar a sua dignidade junto aos demais orixás,
portanto, não deve se aborrecer nem brigar, deve renunciar a oyá sem
rancores.
Mas ogum não aceitou
o pedido de olodumaré e passou a perseguir os fugitivos, chegando a
trocar golpes com oyá, que foi dividida em nove partes.
Ogum foi caçar na
floresta, como fazia todos os dias. De repente, um búfalo veio em sua
direção rápido como um relâmpago; notando algo de diferente no
animal, ogum tratou de segui-lo. O búfalo parou em cima de um
formigueiro, baixou a cabeça e despiu sua pele, transformando-se numa
linda mulher. Era yansã, coberta por belos panos coloridos e
braceletes de cobre.
Yansã fez da pele uma trouxa, colocou os chifres dentro e escondeu-a
no formigueiro, partindo em direção ao mercado, sem perceber que
ogum tinha visto tudo. Assim que ela se foi, ogum se apoderou da
trouxa, guardando-a em seu celeiro. Depois foi a cidade, e passou a
seguir a mulher ate que criou coragem e começou a cortejá-la. Mas
como toda mulher bonita, ela recusou a corte.
Quando anoiteceu ela voltou à floresta e, para sua surpresa, não
encontrou a trouxa. Tornou à cidade e encontrou ogum, que lhe disse
estar com ele o que procurava. Em troca de seu segredo ( pois ele
sabia que ela não era uma mulher e sim animal ), yansã foi obrigada
a se casar com ele; apesar disso, conseguiu estabelecer certas regras
de conduta, dentre as quais proibi-lo de comentar o assunto com
qualquer pessoa.
Chegando em casa, ogum explicou suas outras esposas que yansã iria
morar com ele e que em hipótese alguma deveriam insultá-la. Tudo
corria bem; enquanto ogum saía para trabalhar, yansã passava o dia
procurando sua trouxa.
Desse casamento nasceram nove crianças, o que despertou ciúmes das
outras esposas, que eram estéreis. Uma delas, para vingar-se,
conseguiu embriagar ogum e ele acabou relatando o mistério que
envolvia yansã. Depois que ogum dormiu as mulheres foram insulta-las,
dizendo que ela era um animal e revelando que sua trouxa estava
escondida no celeiro.
Yansã encontrou então sua pele e seus chifres. Assumiu a forma de búfalo
e partiu para cima de todos, poupando apenas seus filhos. Decidiu
voltar para a floresta, mas não permitiu que os filhos a
acompanhassem, porque era um lugar perigoso. Deixou com eles seus
chifres e orientou-os para, em caso de perigo bater as duas pontas;
com esse sinal ela iria socorrê-los imediatamente. E por esse motivo
que os chifres estão presentes nos assentamentos de yansã/oya.
NOME:
OYÁ/YANSÃ
SAUDAÇÃO:
EPA HEYE OYA (Ê PARREI) (CANDOMBLÉ/NAÇÃO).
CORES:
MARROM (CANDOMBLÉ) VERMELHO E/OU ROSA (BATUQUE).
AXÉ
(FORCA EMANADA):
PROTEÇÃO CONTRA EGUNS .
DIAS
DA SEMANA:
TERÇA-FEIRA (BATUQUE), QUARTA-FEIRA (CANDOMBLÉ)
ADORNO:
ESPADA EM METAL EM COR DE COBRE, IRUEXIM (RABO DE CAVALO).
DOMÍNIO:
VENTOS E TEMPESTADES.
ARQUÉTIPOS:
Gosta de objetos de
adornos, principalmente as bijuterias e o cobre. Pessoa extrovertida,
franca, amante da natureza, engraçada, revela ambição e
temperamento forte. São guerreiras e comunicativas. Maníacos por
viagens, honestos com modos seguros, deixando os outros em
desvantagem. Em geral, são pessoas alegres, audaciosas, intrigantes,
autoritárias, sensuais, e volúveis. Quando negativas, tentem a ter
depressão, inquietude e ciúmes em excesso.
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