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INTRODUÇÃO:
Exú
(candomblé) ou bará-exu (batuque rs), é o senhor dos caminhos,
caminhos que levam e trazem e fazem as pessoas se encontrarem ou
distanciarem-se. É quem faz com que os ritos sejam cumpridos,
principal responsável pela ligação do mundo espiritual e o mundo
material,( orun ayé).
Entre
dois caminhos lá está ele guardando, indicando. Não se faz nada
pelo candomblé ou nação, antes de agradar bará/exú, pois é o único
orixá que faz o elo de ligação entre nós e os demais orixás.
Tanto na passagem, como na comunicação, por isso é considerado o
mensageiro.
Exú
é um orixá tão importante quanto todos os outros orixás. Por ser
mais ligado com o mundo terrestre, possui certos costumes e
temperamentos parecidos com os dos seres humanos.
Exú
é erradamente sincretizado pelo diabo cristão.
Por
ser um orixá que cuida dos caminhos onde percorrem homens, orixás,
espíritos, etc. E sendo o elo de ligação entre esses mundos, exú
possui múltiplos contraditórios, sendo bom e mau, astuto, grosseiro,
indecente, protetor, alegre, brincalhão, violento, etc.
Devido
a esses aspectos, foi sincretizado pelos primeiros missionários, com
o diabo cristão.
Existem
várias derivações de exú.
Existem
exús/barás que cuidam dos portões, dos caminhos, dos cruzeiros, dos
caminhos ao cemitério, dos caminhos dos orixás, etc.
Cada
exú de acordo com sua derivação possuí um sobrenome ou um segundo
nome (entre outros atribuídos secretamente aos seus filhos), alguns
nomes conhecidos são:
Bará
ajelú, exú jelú, bará lanã, exú lonã, bará lodê ou olodê,
bará adague, exú legbá, etc. (candomblé e nação.)
LENDA:
Todos
os orixás possuem muitas lendas, passadas de boca em boca durante
milhares de anos. Citamos aqui duas lendas referentes a exú/bará.
Uma
mulher que esqueceu de alimentar exú. Se encontra no mercado vendendo
os seus produtos. Exú põe fogo na sua casa, ela corre prá lá,
abandonando seu negócio. A mulher chega tarde, a casa está queimada e,
durante esse tempo, um ladrão levou suas mercadorias.
Nada
disso teria acontecido - se tivesse feito a exú as oferendas e os
sacrifícios usuais ou em primeiro lugar.
Um
dia, oxalá cansado de ser zombado e trapaceado por exú, pois oxalá
era muito orgulhoso e geralmente não agradava exú por ser um orixá
mais velho. Decidiu combater exú para ver quem era o orixá mais forte
e respeitado. E foi aí que oxalá provou a sua superioridade, pois
durante o combate, oxalá apoderou-se da cabaça de bará a qual
continha o seu poder mágico, transformando-o assim em seu servo.
Foi
desde então que oxalá permitiu que exú recebesse todas as oferendas e
sacrifícios em primeiro lugar...
NOME:
BARÁ E EXÚ (BATUQUE), EXÚ (CANDOMBLÉ)
DIA DA
SEMANA (BRASIL):
SEGUNDA FEIRA.
CORES:
VERMELHO, VERMELHO E PRETO, PRETO. (DEPENDENDO DA NAÇÃO).
SAUDAÇÃO:
ALUPO OU ALALUPO (BATUQUE), LARÔYE EXÚ (CANDOMBLÉ).
DOMÍNIO:
CAMINHOS, ENCRUZILHADAS, PORTÕES, ETC.
AXÉ (FORÇA
EMANADA):
LIGAÇÃO DO MATERIAL COM O ESPIRITUAL, COMUNICAÇÃO, FECUNDAÇÃO,
ETC.
FERRAMENTAS
E SÍMBOLOS:
CHAVE, TRIDENTE, VULTO (PÊNIS ERETO), ETC.
ARQUÉTIPOS:
Os
filhos de bará/exú possuem um caráter imprevisível ora são
bravos, intrigantes e ficam muito contrariados, ora são pessoas
inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros.
Não
aceitam derrotas, são melindrosos, de temperamento difícil. Se você
tiver desentendimento com algum filho de exú, aguardem que haverá
retorno.
Seus
filhos precisam estar sempre em atividade para poderem liberar toda
energia que possuem.
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